14 dezembro 2010

"Filme do Desassossego" no Cartaxo

O "Filme do Desassossego", uma produção da Ar de Filmes, realizada por João Botelho, classificado pelo IGAC, como "filme de qualidade", vai , finalmente, chegar ao CARTAXO, poucos dias após a evocação dos 75 anos da morte de Fernando Pessoa que, a 30 de Novembro, esgotou o Teatro Nacional de S. Carlos, em Lisboa.

As sessões terão lugar no Centro Cultural do Município, dia 16 de Dezembro, às 14h30 (para as escolas) e às 21h30 para o público em geral. Ambas na presença do realizador, que dará uma aula/conversa aos mais novos e uma curta apresentação do filme, à noite.

Temos material de imprensa (incluindo fotografias) no nosso site, www.ardefilmes.org/filmedodesassossego.html , sobre este trabalho de João Botelho, concebido a partir de "O Livro do Desassossego", de Bernardo Soares, livro do Fernando Pessoa traduzido em mais de trinta e sete idiomas.

Considerando tratar-se de um projecto de interesse público e de defesa da cultura portuguesa, e conhecendo a dificuldade de exibição de filmes portugueses e europeus, empenhámo-nos em fazê-lo chegar ao máximo número de público possível e a vários pontos do país, descentralizando o tradicional circuito comercial de exibição.
Estamos, assim, integrados numa digressão nacional que nos permite, não apenas chegar a um maior e mais diversificado número de espectadores, como também conferir a cada uma das exibições deste filme, o carácter de acontecimento cultural que só estas salas permitem.
Cada uma das apresentações do “Filme do Desassossego” é produzida como se de uma estreia se tratasse, contando com a presença do realizador e, sempre que possível, de actores.

Para tornar este projecto pioneiro possível, comprámos um projector que assegura a projecção digital em alta definição de qualidade equivalente ou superior à das melhores salas de cinema.
Este projector andará assim "on the road", com o resto da equipa, até ao fim do mês de Janeiro.
Sentimo-nos a fabricar uma aventura com qualquer coisa de "cinema paraíso" que pensamos poder vir a alterar o panorama da distribuição, até agora, centralizada em Lisboa e no Porto.

Por Isabel Pinhão

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