09 novembro 2010

Portugal eleito para o Conselho de Segurança da ONU

150 votos a favor elegeram Portugal novamente como um dos dez membros não permanentes do Conselho de Segurança da Nações Unidas


No passado dia 12 de Outubro, em Nova Iorque, Portugal foi eleito para um mandato de dois anos como membro não permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O Conselho de Segurança (CS) é o órgão da ONU que detém responsabilidades no âmbito da manutenção da paz e da segurança mundial e é composto por quinze membros: cinco permanentes com direito de veto – China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia – e dez não permanentes.

Portugal foi eleito com 150 votos na terceira ronda de votações, após a desistência do Canadá, tendo também sido eleita a Alemanha na primeira ronda. Esta foi a quarta candidatura de Portugal a um lugar como membro não permanente do CS da ONU. A primeira, em 1960, foi retirada a pouco tempo da votação face aos poucos apoios conseguidos. Nas outras duas candidaturas, Portugal foi eleito, ocupando o lugar de membro não permanente nos biénios de 1979-80 e de 1997-98.

Esta eleição representa uma vitória da diplomacia portuguesa e é um momento de reconhecimento e afirmação do prestígio do nosso país no panorama internacional.

O facto de Portugal ter desenvolvido uma intensa actividade diplomática nos últimos quatro anos, nomeadamente com o exercício da Presidência do Conselho da União da Europeia no segundo semestre de 2007, com a Presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) de 2008 a 2010 e, mais recentemente, com a preparação para a recepção da Cimeira da NATO, em Lisboa, no próximo mês de Novembro, também não foi ignorado pelos apoios da comunidade internacional

A experiência adquirida nos vários sectores da agenda internacional, as provas de credibilidade e seriedade dadas por Luís Amado, pelo trabalho da sua equipa ministerial e por todos os diplomatas portugueses foram fundamentais para merecer a confiança da comunidade internacional. De relevar também as parcerias estratégicas essenciais para garantir apoios à candidatura, entre as quais destacamos os países da CPLP, a cooperação ibero-americana e o historial de defesa dos interesses africanos (com a organização de cimeiras UE-África em 2000 e 2007).

Será uma oportunidade para Portugal ter um papel relevante em todas as questões de preservação e consolidação da paz internacional, bem como a possibilidade de dar voz aos problemas dos países com maiores dificuldades de desenvolvimento e menos avançados.


por Vasco Miguel Casimiro

in Jovem Socialista - Edição 498

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