29 outubro 2010

Orquestra de Acordeão do Cartaxo junta 45 miúdos e graúdos em palco

Quarenta e cinco instrumentistas dos cinco aos 70 anos compõem a Orquestra de Acordeão da Sociedade Filarmónica Cartaxense, criada há cinco anos e dirigida pela professora Maria João Sousa.

O interesse pelo acordeão tem crescido nos últimos cinco anos, altura em que a escola abriu na colectividade. O presidente da Sociedade Filarmónica Cartaxense, Faustino da Mata, também integra o grupo de músicos. Outros 40 interessados têm aulas para aprender o instrumento.

“A motivação dos jovens para este instrumento passa sobretudo pela orquestra. É o que eles mais admiram e o que mais desejam”, esclarece a professora. Maria João Sousa desdobra-se nas aulas de acordeão, que é apenas uma das 27 actividades oferecidas pela colectividade.

“Começo às nove da manhã e acabo às nove da noite. Trabalho ao sábado todo o dia”, explica a professora de Lisboa que está radicada no Cartaxo há cinco anos e desenvolve um projecto exigente por amor à música.

A filha e o filho também integram a orquestra, mas a todos exige disciplina de forma igual. “O acordeão é muito complexo. Vai desde a vertente popular à vertente clássica. É, para mim, o mais rico de todos os instrumentos”. A tendência é para angariar ainda mais alunos, garante ainda Maria João Sousa.

No último domingo, 24 de Outubro, a orquestra actuou no auditório do Centro Cultural do Cartaxo que encheu para o espectáculo e homenagem ao concertista e professor Vitorino Matono. A conceituada acordeonista Eugénia Lima, madrinha do grupo cartaxense, também subiu ao palco e tocou associando-se ao tributo.

O concertista belga Ludo Mariën impressionou em palco, a convite da Orquestra do Cartaxo, bem como três alunos do Instituto de Música Vitorino Matono. O homenageado, que acompanhou o espectáculo em cadeiras de rodas, distante do palco, referiu-se a Maria João Sousa como uma das melhores artistas formada na sua escola e elogiou a orquestra que considerou “uma obra única” no panorama nacional.

in O Mirante

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