16 fevereiro 2010

Três candidatos à liderança do PS Cartaxo

Marco Caetano, Pedro Ribeiro e Bernardo Pereira na corrida

Eleições para a comissão política concelhia ainda não têm data marcada pela estrutura nacional do PS.

A corrida eleitoral à presidência da comissão política concelhia do PS Cartaxo está a ser animada por três candidaturas que surgiram quando ainda nem sequer foram marcadas as eleições pela comissão política nacional do partido. Marco Caetano, Bernardo Pereira e Pedro Ribeiro são os candidatos à sucessão de Paulo Caldas (Câncio Ribeiro tem liderado a concelhia até ao processo eleitoral), que se demitiu de presidente da concelhia e que termina o ciclo como presidente da câmara dentro de quatro anos.

O primeiro a apresentar-se publicamente foi Marco Caetano. Até Outubro, no anterior mandato autárquico, Marco Caetano esteve na primeira linha da assembleia municipal como deputado a defender o executivo de Paulo Caldas e foi vereador em substituição de Francisco Casimiro, que renunciou ao mandato. Pertence ainda ao secretariado do PS Cartaxo. Afirma não estar contra alguém e diz apenas querer dar continuidade ao trabalho que o PS tem feito no Cartaxo ao longo de anos em matéria de desenvolvimento e de conquistas políticas.

“Pretendo dinamizar a concelhia e estimular uma militância activa para que os militantes sintam que têm voz activa dentro do partido, sem procura de unanimismo e rejeitando caciquismos”, refere. Assume a candidatura aos 32 anos, considerando que tem bastante experiência do seu trajecto no PS Cartaxo mas também na JS concelhia, distrital e nacional.

Bernardo Pereira, 64 anos, é um desconhecido para muitos cartaxeiros e militantes socialistas apresentou a sua candidatura sábado. Tem ganho protagonismo, primeiro como vogal da empresa municipal do Cartaxo RUMO 2020, lugar a que já renunciou para assumir o lugar de deputado na Assembleia Municipal do Cartaxo. Reside em Vila Chã de Ourique desde 1970 e é militante do PS desde 1974. Profissionalmente esteve ligado à área dos seguros e também teve participação directa nos investimentos realizados na construção da barragem do Alqueva.

Diz que foi incentivado por Paulo Caldas para avançar e que sente que pode dar um contributo importante. “Estou nesta eleição para unir, dialogar e mudar a postura na política. Candidato-me não para roubar lugares nem ensombrar ninguém mas para unir o que está disperso e guardar os tiros para os adversários”, refere a O MIRANTE.

Pedro Ribeiro, candidato derrotado às últimas eleições na concelhia e ex-vice-presidente de Paulo Caldas na câmara, assume o discurso mais crítico do estado do PS no concelho. Diz que foi incentivado por militantes a avançar por não se resignarem a um partido fechado, sem dinâmica e sem iniciativas ao longo de dois anos. “Não se fizeram assembleias, não se arranjou a sede, não se fizeram debates, nada se cumpriu. Apesar do resultado eleitoral vitorioso nas autárquicas, foram os piores desde o 25 de Abril. Perde-se a maioria absoluta na assembleia se contarmos com os membros eleitos e perdeu-se a freguesia da Ereira”, recorda o candidato.

Pedro Ribeiro aposta em dar maior abertura ao partido e aos independentes, garantir maior proximidade entre eleitos e acções de formação política e autárquica. Na vertente da comunicação, pretende criar um blog ou site e um boletim da concelhia em papel.

Caldas de fora mas a opinar

Instado a comentar o processo eleitoral na concelhia, Paulo Caldas assumiu, como militante, que Bernardo Pereira é o candidato do futuro e que Pedro Ribeiro e Marco Caetano são candidatos do passado, tal como se rotula a si próprio.

“Augusto Parreira, Conde Rodrigues, Paulo Caldas, Pedro Ribeiro, Marco Caetano são leituras do passado e deve haver leitura do futuro. Não me vou intrometer nestas eleições. Com Marco Caetano não houve divergências nem algo que me ligasse a ele. Aqui não há Caldismos. Vou votar e irei estar onde a minha consciência o determinar”, afirmou.

in O Mirante



Eleições marcadas para dia 27 de Fevereiro, das 14h às 18h, na sede do PS Cartaxo.

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