14 dezembro 2009

Portugal é o 12.º país com melhor desempenho

Portugal é o 12º país com melhor desempenho em relação às alterações climáticas, subindo três posições na lista dos 57 países mais industrializados, segundo um estudo apresentado hoje na conferência da ONU sobre o clima, a decorrer em Copenhaga.

O estudo, realizado pela GermanWatch, uma organização não-governamental para o ambiente, e pela Rede Europeia de Acção Climática (a que pertence a portuguesa Quercus), concluiu que "nenhum país dos considerados pode ser destacado como tendo um desempenho satisfatório no que respeita à protecção do clima", segundo um comunicado emitido pela Quercus.

Em 2009, Portugal ficou na 15.ª posição, tendo agora subido três lugares na lista mundial, o melhor posicionamento desde que este índice é publicado.

"Este lugar reflecte o nível de emissões 'per capita' relativamente baixas e (o facto de) ter um conjunto de medidas consignadas - mesmo que algumas ainda não implementadas - para reduzir as emissões", lê-se no comunicado emitido pela organização ambiental Quercus.

"Quanto às energias renováveis, estas têm infelizmente recebido mais prioridade do que as políticas de conservação e eficiência energética. Apesar dos investimentos, a falta de precipitação nos últimos anos tem levado a uma contribuição relativamente reduzida da componente hídrica na produção de electricidade, sendo porém relevante o aumento da produção eólica", refere ainda a Quercus.

Brasil, Suécia, Reino Unido e Alemanha são os países com melhores desempenhos em termos ambientais, sendo a Arábia Saudita o pior classificado e o Canadá o segundo pior. Espanha ocupa a 32.ª posição e os Estados Unidos da América a 53.ª.

O índice de desempenho de alterações climáticas para 2010 (CCPI, na sua sigla em inglês) "não tem vencedores, porque nenhum país está a fazer o esforço necessário para evitar uma alteração climática com consequências dramáticas", sublinha a Quercus.

Os 57 países avaliados neste estudo, cujo objectivo é "aumentar a pressão social e política", são responsáveis por "mais de 90 por cento das emissões de dióxido de carbono associadas à energia".

Para avaliar o desempenho de cada país, foram consideradas as medidas tomadas para garantir, à escala global, um aumento da temperatura inferior a 2ºC.

O CCPI resulta de três componentes: a evolução das emissões poluentes nos últimos anos nos sectores da energia eléctrica, transportes, residencial e indústria (50 por cento), o nível de emissões relacionadas com energia (30 por cento) e a avaliação das políticas climáticas do país em termos nacionais e internacionais (20 por cento).

Os dados são provenientes da Agência Internacional de Energia e das informações fornecidas por cada país analisado, sendo a avaliação das políticas feita por peritos internacionais especialistas na matéria.

in DN

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