28 dezembro 2009

Destaques do jornal O Fundamental

As figuras que mais se destacaram no Cartaxo no ano que agora termina.

Paulo Caldas. Renovou a maioria absoluta nas eleições autárquicas de 2009 e por essa razão só pode estar satisfeito com o ano que agora finda. De resto, não se adivinhava um acto eleitoral particularmente difícil no que ao resultado final dizia respeito, ainda que no ar pairasse o fantasma das dificuldades económicas que o município atravessa. Os tapumes colocados na Praça 15 de Dezembro, ainda que de uma questão local se tratasse, também ameaçaram o aparecimento de algum clima de insatisfação, sobretudo no que toca aos comerciantes da Rua Batalhoz, a artéria mais movimentada da cidade cartaxeira. Ainda assim, a reeleição decorreu sem percalços e de forma tranquila.

Gonçalo Gaspar. Este jovem eleito pelas listas do PSD para a Assembleia Municipal do Cartaxo merece amplamente o destaque que lhe concedemos nesta página, já que, após a eleição, tem revelado uma dinâmica de acção política pouco usual nos jovens recém-eleitos para cargos autárquicos. Gonçalo Gaspar recorre às novas tecnologias para manter um contacto estreito e permanente com a comunicção social, dando a conhecer os seus pontos de vista ou as suas intervenções nas reuniões regulares da Assembleia, órgão para o qual foi eleito. Gonçalo revela uma invulgar vocação para estes palcos da política local, e acreditamos que pode dar um contributo muito positivo para o município cartaxeiro, assim resista a cair na tentação de enveredar por caminhos mais politiqueiros, tão característicos de alguns (só de alguns...) dos seus pares de partido.

António Góis. 2009 marcou o ano de saída do conceituado médico da vida política local, depois de uma passagem de quatro anos pela presidência da Assembleia Municipal, recheada de episódios caricatos e de comportamentos insólitos ao nível da condução dos trabalhos. António Góis jamais revelou vocação para a causa política autáruica, demonstrando permanentemente incapacidade de adaptação e denotando muito pouco tacto para conduzir uma assembleia caracterizada pela multiplicidade de sensibilidades políticas. A própria bancada afecta a António Góis não se identificava com a postura do clínico e manifestava permanentemente posições discordantes e até algum mal-estar, consequência da postura atípica do líder da Assembleia. 2009 marcou o fim da experiência, seguramente a não repetir por parte do clínico.

in O Fundamental

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