12 outubro 2009

PS vence no distrito em noite de grandes mudanças

Com 37,59% dos votos, o PS foi o vencedor das eleições autárquicas no distrito, seguido pelo PSD, com 29,4%, e pela CDU, que se ficou pelos 12,23%.

Na votação final, é interessante reparar que os grupos de cidadãos e movimentos independentes (com 6,15%) conseguiram ficar à frente do Bloco de Esquerda (4,77%), e do PP (com apenas 2,47%).

Mas a noite foi de surpresas e mudanças, onde quatro Câmaras mudaram de cor política.

Destaque para Rio Maior, onde Isaura Morais, cabeça de lista da coligação “Juntos pelo Futuro” (PSD / PP) conseguiu roubar a autarquia ao histórico Silvino Sequeira.

No próximo executivo, o PSD terá quatro vereadores, contra três eleitos do PS.

Em Alpiarça, a CDU reconquistou com maioria absoluta uma autarquia que tinha perdido em 1998, para o socialista Rosa do Céu.

O candidato Mário Pereira conseguiu 49,67% dos votos, contra os apenas 42,03% da ex-deputada Sónia Sanfona, que já anunciou que nem sequer vai desempenhar o cargo de vereadora para que foi eleita.

Em Alcanena, o PS de Fernanda Asseiceira conseguiu um excelente resultado ao destronar o movimento independente que governava a autarquia, com quase mais 20% dos votos.

Em Ourém, o PSD perdeu um dos bastiões no distrito.

O ex-governador civil Paulo Fonseca apostou forte na sua candidatura autárquica e venceu para o PS com 47,35% dos votos, contra os 43,32% de Vítor Frazão, que encabeçava a lista do PSD.

Apesar do mau resultado a norte, o PSD, muito por culpa de Francisco Moita Flores obteve uma estrondosa vitória na capital de distrito.

O movimento “Viva Santarém” elege sete dos nove vereadores, deixando os outros dois para o PS, que obteve o seu pior resultado de sempre no concelho.

Duas notas importantes em Santarém: o PSD e os movimentos de cidadãos que apoiou conquistaram 20 das 28 freguesias do concelho, onde se explica boa parte desta vitória nunca vista.

A CDU fica sem representantes na Câmara Municipal e conseguiu apenas uma Junta de Freguesia.

Nos restantes concelhos, não se registaram grandes mudanças.

Sousa Gomes, em Almeirim, voltou a eleger cinco vereadores para o PS, com a CDU a manter o seu eleito, mas com o PSD a perder o vereador para o MICA, que elegeu Francisco Maurício.

Apesar do período político conturbado que se viveu no Cartaxo, Paulo Caldas manteve a maioria com quatro eleitos, mantendo-se os mesmos dois para o PSD e um para a CDU.

Benavente, Chamusca e Constância mantiveram-se na CDU, com António Ganhão a chegar aos 55% e o astrónomo Máximo Ferreira, novo presidente da Câmara de Constância, a conseguir 48, 09%.

Mas na Chamusca, Sérgio Carrinho perdeu a maioria absoluta, tendo eleito apenas dois vereadores, que vão formar o executivo municipal com outros dois do PS e um do PSD.

Pela sua vez, o PSD conseguiu manter com relativa facilidade Ferreira do Zêzere, Sardoal, Entroncamento, Mação e Tomar, onde o aparecimento de duas candidaturas independentes chegou a criar alguma expectativa.

Quanto às autarquias já geridas por maiorias socialistas, os resultados foram os esperados em Abrantes, Coruche, onde Dionísio Mendes conseguiu chegar aos 57%, Torres Novas, onde António Rodrigues também conseguiu nova maioria absoluta, e Vila Nova da Barquinha, onde Miguel Pombeiro foi reeleito com quase 60%.

Destaque só para a Golegã, onde o PS do actual presidente Veiga Maltez conseguiu eleger os cinco membros que compõem a Câmara Municipal.

Feitas as contas, o PS mantém as nove autarquias que já tinha em 2005 (perde Alpiarça e Rio Maior, mas ganha Alcanena e Ourém), o PSD também mantém sete (ganhou em Rio Maior mas ficou sem Ourém), a CDU aumenta para quatro, juntando Alpiarça às três que já tinha, e Salvaterra de Magos continua a ser a única autarquia do Bloco de Esquerda, a nível do país.

Quanto à abstenção no distrito, cifrou-se nos 40,07%, quando nas autárquicas de 2005 tinha ficado pelos 38,44%.

Dos resultados eleitorais, há outro aspecto a reter: o PS fica com maioria relativa em ambas as comunidades intermunicipais do distrito, com cinco autarquias no Médio Tejo (contra quatro do PSD e uma da CDU), e com cinco na Lezíria (uma vez que é preciso acrescentar a Azambuja), contra três da CDU, duas do PSD e uma do BE.

in O Ribatejo

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