19 dezembro 2008

Não basta ser um bom Advogado

Na Inglaterra um réu estava sendo julgado por assassinato. Havia
evidências quase indiscutíveis sobre a sua culpa, mas o cadáver não aparecera.
Quase ao final da sua sustentação oral, o advogado, temeroso de que seu
cliente fosse condenado, recorreu a um truque:

- Senhoras e senhores do júri, senhor Juiz, eu tenho uma surpresa
para todos, disse o advogado, olhando para o seu relógio. Dentro de dois minutos,
a pessoa que aqui se presume assassinada, vai entrar na sala deste Tribunal.

E olhou para a porta. Os jurados, surpresos, também ansiosos, ficaram
olhando para a porta. Decorreram-se dois longos minutos e nada aconteceu.
O advogado, então, completou:
- Realmente, eu falei e todos vocês olharam para porta com a expectativa de
ver a suposta vítima. Portanto, ficou claro que todos têm dúvida neste caso
se alguém realmente foi morto. Por isso insisto para que vocês considerem o
meu cliente inocente.
Os jurados, visivelmente surpresos, retiraram-se para a decisão final.
Alguns minutos depois o júri voltou e pronunciou o veredicto:
- Culpado!
- Mas como? (perguntou o advogado) Eu vi todos vocês olharem fixamente
para a porta, é por se concluir que estavam em dúvida! Como condenar na
dúvida?
E o juiz esclareceu:
- Sim, todos nós olhamos para a porta, menos o seu cliente.

MORAL DA HISTÓRIA: NÃO BASTA SER UM BOM ADVOGADO SE O CLIENTE FOR UMA PORCARIA...

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