11 novembro 2008

Câmara do Cartaxo ainda não pagou manuais escolares para alunos carenciados

A Câmara do Cartaxo ainda não atribuiu os apoios prometidos na aquisição de manuais escolares aos agregados familiares que tenham filhos a estudar no 1.º ciclo do ensino básico público.

A medida foi anunciada em Julho como sendo de grande alcance social e de fortalecimento da política de apoio da autarquia às famílias com mais dificuldades mas já passaram dois meses desde o início das aulas.

O vice-presidente da autarquia, que detém o pelouro da educação, diz que o processo de recepção de candidaturas foi concluído. E que apenas uma encarregada de educação ainda não entregou a documentação necessária, que será remetida posteriormente ao sector da contabilidade, para proceder aos apoios.

“Esperamos proceder ao reembolso das verbas despendidas pelos encarregados de educação até final de Novembro”, disse Francisco Casimiro a O MIRANTE.

O apoio é concedido aos agregados familiares com um rendimento per capita igual ou inferior ao Salário Mínimo Nacional (SMN), devendo abranger cerca de 750/800 famílias, num universo de cerca de 1.300 agregados do concelho.

O que corresponde a cerca de 85 por cento dos alunos que frequentam o 1.º ciclo. A iniciativa tem um custo estimado para a autarquia de 30 a 40 euros por família.

O ponto de situação do processo foi questão levantada pelo vereador da CDU, Mário Júlio Reis, que também é professor. E que ainda não tinha dado conta de que os apoios tivessem sido concedidos.

Já em Julho tanto o eleito da CDU como o vereador do PSD, Manuel Jarego, tinham feito propostas adicionais à iniciativa da câmara. O social-democrata sugeriu que se poderia fazer a recolha de manuais de alunos que transitariam de ano e beneficiar outros alunos. Enquanto Mário Júlio Reis recordava que está em marcha um projecto de aproveitamento de livros no concelho, no Pingo Doce e CGD locais, designado de Livrão.

in O Mirante

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