26 setembro 2008

A Praxe

Praxe académica: costumes especiais e convenções usadas por estudantes mais velhos da Universidade, de forma a permitir a integração dos mais novos no meio académico;

Associação de Estudantes do Técnico considera "precipitada" decisão de proibir praxes

O presidente da Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico de Lisboa, Jean Barroca, considera "precipitada" a decisão do presidente do IST, Carlos Matos Ferreira, de proibir as praxes académicas dentro dos recintos daquela instituição de ensino. Na sexta-feira, Matos Ferreira divulgou um comunicado no site do IST a proibir qualquer actividade ligada às praxes, uma decisão que surge em reacção ao aviso enviado aos reitores pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, a 10 de Setembro.

in Publico

Praxe em Medicina quer angariar dadores de medula óssea

Se tudo correr bem, dia 1 de Outubro à tarde, os alunos do primeiro ano da Faculdade de Medicina de Lisboa vão andar pelo Rossio a angariar dadores de medula óssea. É a praxe aos caloiros, que os alunos do 6º ano fazem questão de promover e gostariam de ver repetida por outras faculdades.

“A ideia já vem de trás, a partir do segundo ano sempre pensámos que seria útil fazer uma praxe que fosse mais do que uma recepção ao caloiro e tivesse um carácter cívico e social. Presumo que [angariar dadores de medula] seja do agrado de todos”, disse ao PÚBLICO Diogo Martins, estudante do 6.º ano da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Contudo, os alunos que chegam pela primeira vez à Faculdade vão continuar a viver todas as actividades tradicionais. “Vai haver pinturas, cânticos, jantares, pedipapers por Lisboa”, diz Diogo Martins, que vê na praxe uma óptima forma de integrar os alunos e apresentar a cidade a quem vem de fora.

Esta angariação de medula também é uma tentativa de mudança de mentalidade para quem olha para as praxes como uma forma de humilhar. Diogo Martins ficaria feliz se “a mensagem fosse bem recebida pelas outras faculdades e se tornasse num hábito”.

in Publico


Praxe: integração ou humilhação?

4 comentários:

José disse...

Caro Vasco

Vasco, eu na minha opinião isto das praxes vem penalizar quem gosta das praxes e a integração dos novos alunos na sociedade. E vemos também o reitor do tecnico que cedeu a pressões do ministro.
e confirma um cenario bem pior que confirma que nós portugueses somos de brandos costumes. questiono se noutro pais seria tão bem aceite como cá.
Abraço
José Pato

Vasco Miguel Casimiro disse...

Grande José,

Na minha opinião, o reitor do Técnico teve uma atitude extrema de proibição da praxe porque não entendeu as palavras do ministro Mariano Gago. O ministro apenas recomendou maior supervisão por parte das universidades, para prevenir a ocorrência de praxes violentas.

Além do mais, só participa nas praxes quem quer. Eu entendo que uma boa praxe serve para integrar os caloiros num meio diferente daquele que estavam habituados.

Quando aos brandos costumes já é outra conversa. Numas coisas somos brandos e noutras somos inflexíveis.

Abraço meu guardião

Vasco Miguel Casimiro

Pena (WB) disse...

Sugiro, entre outros artigos, leitura atenta de: http://notasemelodias.blogspot.com/2008/09/notas-sobre-praxes-e-praxe.html

Vasco Miguel Casimiro disse...

Caro Pena(wb),

Muito obrigado pela sugestão.

Cumprimentos

Vasco Miguel Casimiro