22 agosto 2008

Às Sextas com Filipa Gaspar

Anda cá que não dói!!!


Alergia

A Alergia pode ser descrita como um mau funcionamento do nosso sistema imunitário, que provoca uma reacção violenta às substâncias normalmente inofensivas do nosso ambiente natural. Neste contexto, essas substâncias são geralmente referidas como "alergénios". A reacção cria uma inflamação que, por sua vez, pode levar a uma variedade de sintomas, tais como a febre-dos-fenos, o eczema, a asma ou outras situações conhecidas como alergias.

Existem factores de risco genéticos e ambientais. Para despoletar os sintomas alérgicos, é necessário que ocorra primeiro uma exposição prolongada a um determinado alergénio, para que se desenvolva a sensibilidade alérgica e, posteriormente, desencadear-se-á a reacção alérgica. Factores ambientais, como o fumo do tabaco e a poluição, também podem potenciar o risco.

Com frequência a alergia surge primeiro como uma situação aparentemente benigna, nomeadamente como uma febre-dos-fenos durante a época dos pólenes. Na verdade, muitas pessoas desenvolvem gradualmente uma situação alérgica, ao longo de vários anos, antes de apresentarem qualquer sintoma.

No entanto, para algumas pessoas um determinado alimento, um medicamento ou uma simples picada de insecto podem, de repente, dar lugar a um choque anafiláctico fatal. Além disso, muitas das alergias que começam com um eczema ou problemas gastrointestinais, evoluem para asma, envolvendo frequentemente sintomas respiratórios, tais como a hiper-reactividade e a obstrução das vias respiratórias. Este processo de desenvolvimento directo, genericamente conhecido como "marcha alérgica" (1), constitui um interesse primordial na investigação e desenvolvimento realizados pela Phadia.

O nosso conhecimento básico sobre a alergia desenvolveu-se a partir da descoberta, em 1967, da imunoglobulina E ou "IgE", efectuada por cientistas em Uppsala e em Baltimore, de um anticorpo antes desconhecido. A propriedade mais significativa dos anticorpos IgE é o facto de poderem ser específicos para centenas de alergénios diferentes. A continuação da investigação tem contribuído significativamente para o progresso do nosso conhecimento no que diz respeito, por exemplo, à interacção entre as IgE e as células inflamatórias.

Para um tratamento eficaz da asma, é preciso ver para além dos sintomas óbvios. Os anti-histamínicos, por exemplo, podem proporcionar um alívio temporário através da ocultação dos sintomas, mas na prática não têm qualquer efeito na inflamação subjacente. Outros fármacos, conhecidos por serem eficazes nas alergias sazonais, têm de ser administrados algumas semanas antes da exposição. O uso clínico de esteróides por inalação está actualmente a ganhar terreno pelos seus efeitos anti-inflamatórios, embora, quando utilizados em excesso, possam provocar efeitos secundários graves. De forma a garantir a posologia eficaz mais baixa ao longo do tratamento, o laboratório pode controlar periodicamente a presença no soro da ECP (2) libertada a partir das células inflamatórias. A Proteína Catiónica do Eosinófito (ECP) é uma proteína gerada em determinados glóbulos brancos activamente envolvidos no sistema imunitário. Por meio de um teste de diagnóstico desenvolvido pela Phadia, a ECP pode ser detectada em líquidos orgânicos.

Referências

Saarinen U M, et al. Lancet 1995;346:1065-1069
De Backer. Am J Respir 1996;153:A336

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