04 agosto 2008

Assembleia do Cartaxo repete votação e aprova empréstimo de 13 milhões para pagar dívidas

Oposição criticou erro político do PS e denunciou a má gestão camarária.

Uma semana após ter autorizado a contracção de um empréstimo de 13 milhões de euros para pagamento de dívidas a fornecedores e empreiteiros a Assembleia Municipal do Cartaxo voltou a ratificar o documento dia 31. Mas desta vez com todos os documentos na posse dos deputados.

Na assembleia anterior a maioria PS tinha feito passar a proposta, apesar dos alertas da oposição que lembrou que nela não constavam as três melhores propostas de entidades bancárias, com a indicação da entidade vencedora, além do mapa de endividamento da autarquia. E assim evitar que o documento pudesse ser chumbada pelo Tribunal de Contas por falta de elementos essenciais.

A oposição voltou a tecer duras críticas aos socialistas e “exigiu” que reconhecessem o erro em que incorreram. Vasco Cunha (PSD) quis saber quem foi o responsável por não terem sido distribuídos os documentos. Paulo Caldas (PS) assumiu a responsabilidade da situação e garantiu que vai responder por escrito e explicar a situação ao deputado.

O presidente da assembleia, eleito pelo PS, não deixou também de manifestar o seu desagrado pela forma como decorreu a primeira assembleia e justificou ter convocado nova sessão para que não se incorresse numa irregularidade formal. Tendo votado ao lado da oposição que defendeu a suspensão da discussão daquele ponto. “Provavelmente na próxima sessão correrei o risco de ser antidemocrático e suspendo-a de imediato se as coisas não correrem bem”, deixou António Góis em jeito de alerta.

Em termos formais a assembleia votou a revogação do ponto da assembleia anterior que autoriza a contracção do empréstimo e aprovou de novo a autorização do empréstimo, com todos os dados na posse dos deputados. Em termos de acta fica registado o que se passou nas duas assembleias, para só a segunda aprovação do empréstimo produz efeitos.

Na questão da revogação da anterior decisão, PSD votou contra, o PS e a CDU a favor, enquanto o BE não participou na votação e dois deputados socialistas abstiveram-se por terem estado ausentes na sessão anterior. Na votação da contracção do empréstimo PSD, CDU e BE votaram contra enquanto toda a bancada socialista votou a favor.

in O Mirante

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