12 fevereiro 2008

A palavra dos leitores

“Camarada Paulo Caldas, não nos venha falar de ética. Pratique-a”

Comentário à entrevista do presidente da concelhia do PS do Cartaxo, Paulo Caldas.

Qual cavaleiro andante, Paulo Caldas, considera-se um líder à prova de qualquer defeito ou fraqueza. Todos aqueles de quem se serviu e afastou quando descobriu que estes tinham opinião própria, têm fraquezas e defeitos, nas suas palavras ébrias de poder.

Não será de estranhar que tantas pessoas que o acompanharam de perto se tenham afastado ou tenham sido afastadas por ele? Em poucos anos, conseguiu afastar três vereadores e, já neste mandato, cinco deputados municipais pediram a renúncia e três assessores políticos foram afastados. Só os mesmos permanecem em seu redor, aqueles que, curiosamente, fragilizaram o projecto do Partido Socialista com trapalhadas ainda por explicar.

Qual príncipe perfeito, soma e segue, cometendo verdadeiras tentativas de assassinato político, curiosamente, no seio do seu partido, melhor, da sua concelhia - aquela de que é líder. A todos vai tentando cilindrar, dentro e fora do concelho, com as suas palavras tontas, arrogantes, acusando de passadistas aqueles que, em nome da ética e dos valores do Partido Socialista, tentam reabilitar práticas de democracia arredadas do léxico de Paulo Caldas.

Os homens que renegam o passado, mais cedo ou mais tarde, comprometem o seu futuro. Os valores do passado, de que nos orgulhamos, são fundamentais para a construção de um futuro que nos honre. E o verdadeiro líder é aquele que agrega, em vez de romper. É aquele que constrói pontes em vez de muros. A política não é só detenção do poder. Camarada Paulo Caldas, não nos venha falar de ética. Pratique-a!

Elvira Tristão – (Militante do PS e ex-vereadora da Câmara Municipal do Cartaxo)

in O Mirante

Sem comentários: